Hoje é dia do amigo.
Difícil pra mim, que valorizo as
pequenas coisas, eleger quem é ou não meu amigo. Parece clichê e até mesmo
vazio dizer que eu tenho muitos amigos ou que todo mundo é meu amigo, por mais
que eu tenha plena consciência de que há AMIGOS... e amigos. Mas o fato é que,
cada um em algum momento, me ensinou algo e contribuiu ativamente pra que eu me
tornasse o que sou hoje. E pensando por essa ótica, eu tenho de agradecer
também aos falsos amigos e aos inimigos declarados... rsrsrs
Então, obrigada aos primeiros
amigos que cresceram comigo e por diversas vezes foram meus parceiros de
bagunça e travessuras roubando fruta no pomar alheio. Aos que ao meu lado
protagonizaram as mais épicas batalhas de infância com direito a tijoladas na
testa e unhadas na cara, seguidas das mais sinceras e francas reconciliações.
Obrigada aos que me ensinaram o
sentido de dividir as atenções, o pão, as broncas e os corretivos de pai e mãe.
Aos que fizeram (e fazem) bagunças e farras memoráveis nos tempos de escola e universidade
e que ajudaram a manter os sonhos dos tempos de juventude acesos. Aos amigos
comportados e aos loucos (como eu), que por muitas vezes me ensinaram que a
diferença não é motivo de segregação e que diferentes mentes podem sim se unir
em prol de algo maior. Aos viciados em cafeína que enchiam a casa com as
conversas acaloradas e escandalosas, dando a entender que parecia haver 30 onde
estavam apenas 4.
Obrigada aos amigos mestres, que
não apenas ensinaram o oficio e o saber, mas também o viver. Aos amigos de
boteco que protagonizaram (e protagonizam) as mais inteligentes e divertidas
discussões das quais tive o prazer de participar, seguidas de porres memoráveis
onde hora eu era a paciente e hora a enfermeira. Aos amigos que nos momentos
mais difíceis souberam enxergar em mim uma beleza que eu acreditava ter se
perdido, me suportaram, me acalentaram, me reergueram...
Aos velhos amigos, aos novos, aos
que já se foram e aos que estão por vir. Obrigada! Pelas marcas, umas visíveis e
outras mais profundas, registradas em minha carne. Por moldarem, uns de forma
mais intensa e outros mais superficialmente, a minha existência.
Um abraço!

